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Associação Livre de Intervenção
Cívica e Educativa
Nasceu em 2001, por
iniciativa dos professores de Língua e Cultura Portuguesas no Luxemburgo, a
maioria dos seus associados são professores, mas pode ser sócio quem defender os
princípios enumerados no título e nos
( )
Artigo
1°
A associação denomina-se "Associação
Livre de Intervenção Cívica e Educativa", associação sem fins lucrativos,
abreviado "ALICE asbl". A sede é no Luxemburgo.
Artigo 2°
A associação tem por objectivos:
- promover trocas culturais e recreativas, no respeito da diferença e da
afirmação da identidade de cada um; - debater problemas da educação e da
escolarização, favorecendo o sucesso escolar,
a integração e o bem-estar de cada um; - laborar pela educação,
desenvolvimento, cooperação, solidariedade e entendimento entre os povos; -
dinamizar a participação cívica dos cidadãos; - colaborar com outras
associações do mesmo género.
- ALICE é um nome
curioso para uma associação. O que significa? Como foi escolhido?
- A sigla significa Associação Livre de
Intervenção Cívica e Educativa. Foi escolhido porque é fácil de
fixar e tem reminiscências positivas, por ser um nome feminino e remeter
para o maravilhoso: Alice no País das Maravilhas...
- Quando
nasceu esta associação? E para quê?
- Nasceu em 2001. Na base esteve a necessidade que os professores
portugueses tinham de um organismo que lhes permitisse dar opiniões e ter
voz em assuntos de educação e ensino no Luxemburgo, com todos os direitos
e deveres que a legislação deste país dá às associações sem fins
lucrativos.
- Então para ser sócio é preciso ser professor?
- Não, não. Há muitos professores, mas é uma associação aberta à
participação de quem quiser, desde que respeite os Estatutos. temos sócios
que não são professores em cargos de direcção.
- E quais são as principais
actividades?
- Muitas, umas regulares e cíclicas e outras mais espaçadas e episódicas.
Desde o início que os associados quiseram uma associação que organizasse
actividades para o seu bem estar e prazer. A partir desse princípio
organizámos um grupo coral com ensaios todas as quartas-feiras, um grupo
de teatro que até já actuou na Alemanha, na França, para além do
Luxemburgo, claro.
Temos o hábito de passear em sítios onde há belas paisagens ou sítios
interessantes.
Em (2005) passeámos na neve, com 14 graus negativos, ou fomos às
margens do rio Mousel visitando as vinhas. Outra actividade são as
célebres kulturatas: Já fomos a Redu, a aldeia do livro, às minas de
Rumelange, ao museu da cerâmica, a um campo de concentração, em Thill.
Estas duas actividades têm sempre uma componente gastronómica, descobrindo
sabores raros ou particularmente raros. E depois há as festas: o carnaval,
o magusto e o S. Pedro são obrigatórias, com música, dança e petiscos que
cada um prepara, conforme a sua disposição e inspiração. Na festa final,
normalmente em Junho/Julho mostramos as nossas actividades com uma
exposição
de fotografias, uma peça de teatro e a actuação do coro. Todas estas
actividades são abertas, e pouco caras. trata-se de conviver e alargar o
espaço de convívio. Já fomos a escolas cantar com as crianças, Já cantámos
em associações, enfim sempre que solicitados. Uma experiência engraçada, e
para muitos inédita foi cantar os Reis na Embaixada de Portugal. E é bom
não esquecer os saraus literários e de poesia. Temos visto despontar grandes talentos...
-Parece que se
divertem. É esse o principal objectivo?
- É um dos objectivos, claro. Mas os nossos Estatutos permitem-nos também
entrar no campo social. No Nosso nome está a palavra intervenção, que
procuramos seja a nossa motivação. Por vezes o que limita a nossa
actividade é a falta de tempo. Já organizámos debates eleitorais, e temos
representantes em outras estruturas associativas. Também divulgamos junto
dos associados actividades susceptíveis de despertar
interesse.
Beodung na prevenção da SIDA.
- Quais são as
principais dificuldades da Associação?
- É o espaço para podermos ensaiar e reunir. Até agora andamos em casas
emprestadas ou a pagar uma pequena quantia. Não temos sede e ainda não
pedimos subsídios a ninguém. Mas devemos começar a fazê-lo se quisermos
alargar as nossas actividades.
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