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Na maioria dos
casos, é quando começam a utilizar concretamente os seus sentidos que os
alunos se mostram particularmente motivados para aprenderem. Não devemos
limitar-nos só a falar de um assunto abstracto, devemos esforçar-nos por
mostrarmos um suporte concreto, o objecto.
Os temas das aulas de "Eveil aux Sciences", logo que possível, deverão levar
à participação directa e activa da criança, em vez de uma aula magistral. O
assunto a ensinar, e/ou o objecto que o materializa será analisado/apreendido
em todos os seus aspectos e através de todos os sentidos da criança.
Geralmente, este tipo de ensino participativo culmina com o aparecimento de
um trabalho (produto) comum, resultante da actividade dos alunos: uma
colecção (um herbário, por exemplo) um jornal de parede, uma elocução feita
por um grupo de alunos, uma exposição. A longo prazo, o ensino participativo
pode levar à execução de tarefas já com maior responsabilidade (guardar um
animal, cuidar de plantas). Estas actividades representam para a criança um
valor que ultrapassa o meio escolar.
Para desenvolver a atitude dos alunos para as actividades participativas, é
necessário desenvolver os métodos de trabalho e as atitudes que catalisam
estas aptidões. Ao lado de técnicas de trabalho relativamente simples (exemplos:
medir, arquivar, classificar, documentar-se), o aluno aprenderá métodos mais
evoluídos (como experimentar, (re)apresentar).
(Ensino Primário, Plano de Estudos, pág.4, ponto 2.3.) |
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