A) Elementos da conferência:
A mundialização acelera a competição: Cada vez mais, os jovens dos países emergentes terão elevada formação, mas serão mais mal pagos. Se a China e a Índia aumentarem em 10% o número dos seus universitários, passarão a existir mais 250 milhões! A concorrência será mais austera para os mais favorecidos que cá vivem e levará a precariedade aos desfavorecidos. Os pais da nova geração são mais exigentes, eles fazem na sua vida profissional a experiência da formação ao longo de toda a sua vida; as formas legítimas da família estão diversificadas. A escola ainda não se adaptou aos 2 pais que trabalham. A maioria dos filhos é desejada: eles tornaram-se uma "aquisição" mais consciente.
A mudança do paradigma educativo: nas famílias as crianças são criadas segundo uma forma de negociação. Na sala de aula ainda estamos numa forma de cátedra de púlpito "on est encore à la chair" Saber mais saber fazer = competências, aquelas que são analisadas no estudo PISA. Tudo muda à volta da escola, os adultos com melhor formação são mais criticados em relação à escola. Nos nossos países uma opção histórica foi tomada: a escola pública para todos a qual deveria garantir a igualdade de direitos. Ora, a escola é, por excelência, uma fábrica de desigualdades. Na Suíça 3/4 dos interrogados estimam que os bem formados são os bem pagos. Ao salário juntam-se, para as mesmas pessoas, os gastos de saúde, de competitividade e de
influência. Para que as desigualdades sejam consideradas como justas, elas devem ser consideradas como individuais: as desigualdades são inevitáveis portanto são justas. O factor essencial da desigualdade é a origem social. Há já 25 anos que os países nórdicos (Suécia e Finlândia) atacaram a sério o problema das desigualdades. A selecção dos alunos é, ao mesmo tempo, tabu e um motor omnipresente da e na escola. A desigualdade entre grupos sociais não é considerada como injusta, contrariamente àquela que existe entre sexos. Voltar a interrogar os princípios éticos, os sentimentos de justiça / injustiça.
3 princípios: UTILITÁRIO dar mais aos melhores
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES uniformidade do tratamento: tratar igualmente as desigualdades é produzir a desigualdade - Descriminação Positiva. Nota: a dificuldade em mobilizar os mais desfavorecidos: a comparação com o movimento feminista. Dar, ao lado dos argumentos de justiça, o impulso economicista. Os professores = os últimos proletários, perderam o seu estatuto, o seu reconhecimento.
B) Aquilo que os participantes fixaram como essencial:
A proletarização dos professores. Que atitudes tomar face às diferenças num contexto de desigualdades. Estudo do papel das 4 ou 5 línguas da escola luxemburguesa. Como convencer da necessidade/utilidade de mudar profundamente a escola. Importância do incidente das competências de leitura sobre as perspectivas de um emprego. Como tornar vantajosa a heterogeneidade do público escolar? Definição do nível mínimo de competências (trabalhos a realizarem-se na Bélgica)
Muito abordado: a proletarização dos professores. Aprendizagem da língua materna.
Falta de vontade para permitir às crianças dos meios mais desfavorecidos de progredirem ou vontade de mantê-los em níveis baixos.
A mudança do paradigma educativo: nas famílias as crianças são criadas segundo uma forma de negociação. Na sala de aula ainda estamos numa forma de cátedra, de púlpito "on est encore à la chair"
Os mais fortes contribuírem para "ajudar" os mais fracos.
Existe um meio para propor as soluções de envergadura para sairmos do quadro do sistema actual.
C) E nós e nós e nós
Aceitar a ideia de que o Luxemburgo deve subir o nível de qualificação da sua população.
Colocar no centro de um projecto educativo as relações entre professores, pais e alunos.
O peso (ou a falta de peso) eleitoral das famílias mais desfavorecidas.
Uma mudança necessita de tempo, é preciso começar, mas vai levar bastante tempo.
Não deixar escapar a ocasião dos projectos de Lei que são submetidos para fazer valer os nossos objectivos tal e qual eles saem dos nossos trabalhos.
Aumentar a autonomia dos estabelecimentos escolares para contrabalançar a proletarização e favorecer a responsabilidade dos professores: projectos piloto.
Difundir as boas experiências, as que são realizadas no Luxemburgo e de outros países (principalmente dos países nórdicos)
Interesse não só social (coesão) mas também económico para melhorar as competências.
Necessidade de investigação (interdisciplinar)
D) diversos:
Transformar o plurilinguismo do Luxemburgo numa mais-valia.
No Luxemburgo, as pessoas não devem dominar todas as línguas: luxemburguês, alemão, francês, inglês, português, etc. mas dominar algumas e a diversos níveis, isso constituirá uma vantagem em relação aos estrangeiros e no seio da grande região.
Resumo elaborado pela ASTI, traduzido e adaptado por Jorge Leonel Lemos ( jorgelemos@alice-lu.org )
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