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LUIZ VAZ DE
CAMÕES é o Gigante da Poesia Portuguesa e um dos maiores do Mundo. O
homem que melhor cantou o heroísmo lusitano atingiu, há muito, o
estatuto de mito.
A obra que imortalizou Camões é
aquela que narra os grandes feitos dos marinheiros portugueses, que se
aventuraram no mar desconhecido. Os Lusíadas sobreviveram à
passagem do tempo e, |
quase cinco séculos depois, levam o
autor ao ranking de Os Grandes Portugueses. No entanto, Luiz Vaz de
Camões foi muito mais do que defensor de actos heróicos - também falou de
amor como ninguém, exprimindo de forma singular as angústias e as
contradições de quem está apaixonado.
Camões nasceu em 1525, filho de pais humildes. Encontrou no tio, D. Bento de
Camões, a fonte de uma educação baseada na cultura clássica. Frequentou
centros aristocráticos e conheceu as obras de Petrarca, Bembo, Garcilaso de
la Vega e Bernardino Ribeiro, entre outros. Dominava a literatura grega e
romana, lia latim, sabia italiano e castelhano.
Era um homem culto, com um espírito apaixonado... Conta-se que o poeta
frequentava o Paço e lá se apaixonou por Catarina de Ataíde, uma dama da
rainha que rapidamente se converteria na musa inspiradora dos seus poemas de
amor. Outros defendem que terá sido a Infanta D. Maria a grande paixão de
Camões. Certo é que a sua obra exprime um amor secreto e platónico.
Num plano mais terreno, rezam as crónicas que Camões era quezilento. Era
frequente meter-se em brigas e terá sido numa dessas escaramuças que
perdeu o olho direito. Ao serviço do rei, correu Mundo. Ceuta, Goa, Malásia
e China são apenas exemplos dos destinos que o poeta conheceu.
Regressou definitivamente a Lisboa em 1570 e, durante dois anos, lutou para
editar Os Lusíadas. Só com a ajuda de amigos é que conseguiu imprimir a sua
obra. Passou a viver de uma pensão real, atribuída em jeito de
agradecimento. Vítima da peste, morreu em 1580, precisamente o ano da perda
da independência de Portugal para a Espanha.
Texto: Marta Plácido; TV 7 Dias, Os Grandes Portugueses, 2007
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