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O Campo de Concentração em Thil




"Que as futuras gerações guardem na memória o sacrifício de todos aqueles que morreram pela liberdade e pela paz"
Na Segunda Guerra, nos últimos anos, os alemães desenvolveram e     aperfeiçoaram os foguetões V1 e V2. Para os dirigentes nazis estes engenhos de destruição maciça permitiriam mudar o rumo da guerra em seu favor.


O Principal centro de fabrico dos foguetões de PEENEMUNDE tinha sido bombardeado e destruído pelos Aliados. Os nazis procuravam por toda a Europa outros locais onde fossem instaladas linhas de produção mas que estivessem devidamente camuflados dos Aliados.







 

Os responsáveis alemães escolheram a mina (onde se extraía minério de ferro) do Sindicato de Tiercelet na pequena aldeia de Thil.
Fica bem situada  de acesso fácil, por via férrea e com um espaço de trabalho muito importante que permitia aos nazis instalar uma unidade de produção dos V1 e V2.
No fim de 1943, trabalhavam nesta unidade forçados de todas as nacionalidades que ficavam instalados nos campos de ERROUVILLE e de MORFONTAINE, deslocando-se diariamente para Thil por via férrea.

Apesar dos maus tratos e da brutalidade imposta no trabalho aos prisioneiros, 24 horas por dia, nenhum engenho saiu da linha de montagem desta fábrica.

O Campo de Thil:
Ao mesmo tempo, os deportados foram requisitados, igualmente, para a construção de um campo, num vale estreito na saída Norte da aldeia, escondido pelo aterro da linha ferroviária entre Villerupt - Longwy. Estas instalações acolheram, entre outros, os deportados da Europa Central, especializados no manuseamento destas ferramentas e máquinas, mas igualmente os recidivistas do S.T.O.

Sob as ordens de BÜTTNER, conhecido pela sua ferocidade ao STRUTHOF, o campo de Thil estava submetido a uma disciplina de ferro. A vida no campo sucedia-se ritmada pela terrível chamada da manhã, o trabalho árduo debaixo de chicotadas e de mordidelas de cães.

De manhã bebiam um líquido a que chamavam "chá" e ao meio-dia e à noite era a sopita. Os habitantes de Thil assistiam ao longo cortejo de deportados, com corpos esqueléticos que iam trabalhar, na mina, todas as manhãs e só voltavam à noite.

Os corpos dos deportados mortos eram queimados em cima de paus de pinheiro. Este meio primitivo foi rapidamente aperfeiçoado com a construção de um forno crematório, sendo utilizado para esse fim o material do forno do matadouro de VILLERUPT.
O avanço das tropas americanas provocam  a evacuação do Campo. Os deportados, amontoados em carruagens sem tecto, são evacuados para a Alemanha, deixando aos habitantes de Thil o triste privilégio de descobrir a realidade deste Campo.
Os americanos descobrem que esta fábrica teria sido muito importante no desfecho da guerra se os Aliados não tivessem chegado rapidamente ao Campo de Thil.
Em 1945, um peditório permitiu o financiamento da construção de uma cripta, pensada e erigida pelos habitantes de Thil, nela se encontra o forno crematório utilizado no Campo de Concentração, sendo inaugurada em 1946.
Reconhecido oficialmente como Campo de Concentração, comando de STRUTHOF NATZWEILLER, em 1949. Tornou-se Necrópole Nacional em 1984. É o único Campo de Concentração em território francês não anexado.